Direto do Forno · Música

Gary Lee Conner – Truth Eater (Single)

Quando descobri que o Gary Lee Conner continua na ativa, mesmo como um completo outsider da grande mídia, passei a acompanhar suas viagens psicodélicas mais de perto. Com uma produção considerada extensa para alguém que trabalha sozinho, não é nenhuma surpresa que após dois discos lançados no último ano, o maluco já esteja com outro saindo do forno.

Truth Eater foi divulgado há algumas semanas, bem como sua faixa-título e a possível capa do trabalho. Desculpe a repetição, mas esse som é puro Screaming Trees, reforçando mais ainda que ele era o grande cabeça da banda.

Confira.

Direto do Forno · Música

Deafheaven – The Gnashing (Single)

Enquanto os “fãs” continuam dando chilique pela mudança de sonoridade do Deafheaven, sigo empolgado com o lançamento de Infinite Granite, o próximo disco deles, que sairá pela Sargent House mês que vem.

E se eu ainda estava na dúvida se “Great Mass of Color” era apenas um ponto fora da curva, parece mesmo que esse novo trabalho tomará um rumo mais diferente. “The Gnashing” saiu ontem e segue a mesma tendência do single anterior, com guitarras barulhentas abafando o vocal, que antes era gritado e agora é mais delicado, criando uma atmosfera melancólica e psicodélica.

Não gosto de expectativas, mas é um dos lançamentos que mais aguardo para os próximos meses.

Direto do Forno · Música

Deafheaven – Great Mass of Color (Single)

Muito fãs viraram o pescoço contra “Great Mass of Color”, primeiro single do próximo disco do Deafheaven, Infinite Granite, reclamando que sentiam falta dos gritos e berros do vocalista George Clarke. Tudo bem que foi a mistura de shoegaze com black metal que tornou a banda conhecida, mas é bom ver um grupo arriscando novos ares durante sua carreira.

A questão é que nem dá para saber se é o álbum inteiro que tomará esse rumo mais “etéreo”, pendendo para o dream pop. O que importa é que “Great Mass of Color” é uma ótima música, como uma mistura de The Smiths com space rock que chega a ser emocionante. Para os amantes dos gritos, ao final tem alguns, mas um pouco abafados, mas não menos capazes de provocar arrepios.

Infinite Granite sairá em 20 de agosto pelo selo Sargent House.

Direto do Forno · Música

Helvetia – Rocks on the Ramp (Single)

Poucos dias após eu escrever sobre “New Mess”, o primeiro single de seu próximo disco, Essential Aliens, o Helvetia soltou o videoclipe de mais uma música presente nesse novo trabalho.

Ao contrário da anterior, “Rocks on the Ramp” tem uma levada mais devagar, psicodélica, mas mantem o lado melancólico da banda. Mesmo que a bateria não descanse um só segundo de sua duração, são os efeitos eletrônicos e as linhas de guitarra que levam o ouvinte ao transe.

Essential Aliens sairá por completo pela Joyful Noise Recordings no dia 25 do próximo mês.

Direto do Forno · Música

Dois Discos Para o Próximo Mês, No Mesmo Dia

É isso mesmo: dois discos com enorme potencial sairão do forno no dia 25 de junho. Não há nada demais nessa coincidência, usei apenas para criar o título do texto mesmo.

O Helvetia, grupo liderado pelo Jason Albertini, irá aumentar sua já extensa discografia com o álbum Essential Aliens, pela Joyful Noise Recordings. O primeiro single do disco é a ótima “New Mess”, música que estou ouvindo neste exato momento, talvez pela décima vez seguida. Guitarra e baixo sujos, bateria meio oca, sem solo nem refrão e uma voz cansada, mas gostosa de ouvir. Espero que o disco seja tão bom quanto essa canção.

A outra banda com disco à caminho é o Birds of Maya. Valdez será o quinto álbum do conjunto que faz um som garageiro-psicodélico de primeira, e se você quiser conferir, o single “BFIOU” é a prova disso. Esse trabalho sairá pelo tradicional selo Drag City Records.

Direto do Forno · Garimpo · Música

Garimpo: Gary Lee Conner

Apesar de não ter estourado como várias outras bandas nos anos noventa, o Screaming Trees goza de certo prestígio entre os amantes da música. Pesquisando em fóruns e áreas de comentários, há quem diga que os caras estavam entre as melhores bandas da época. Eu concordo.

Só que boa parte da “fama” deles vai somente para Mark Lanegan e sua voz inconfundível. Porém, ao ouvir os trabalhos solo do “desconhecido” ex-guitarrista e letrista da banda, Gary Lee Conner, fica nítido, ao menos para mim, que ele era a principal força criativa por trás do som do conjunto.

Somente em 2020, Gary Lee Conner lançou dois discos: Revelations In Fuzz e The Opposite of Christimas. Além disso, ele posta vídeos gravados em seu quarto altamente psicodélico, tocando canções de quase todos os discos do Screaming Trees.

E psicodelia é a palavra-chave para definir o som do cara, afinal, suas maiores referências são o rock’n’roll movido a ácido lá dos anos sessenta. Mas o mais interessante é que as canções, de certa forma, lembram sua antiga banda. Se colocasse o Mark Lanegan para cantar suas músicas solo, daria para soltá-las como Screaming Trees e dificilmente alguém notaria a diferença.

Tire a prova por si mesmo e deixe-se adentrar nesse universo viajante.

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The Silence – Tsumi To Warai (Single)

Rock psicodélico direto do Japão, com pitadas de sax e flautas ao fundo. Esse é o The Silence, conjunto da Drag City Records que lança em novembro seu quinto disco pelo selo.

O primeiro single, “Tsumi To Warai”, me pegou desprevenido. O instrumental lembrou um pouco o hard rock dos anos setenta, e o vocalista tem uma voz rouca daquelas que fica difícil não admirar.

Pelo pouco que conheço da Drag City, o The Silence foge do padrão, e isso é ótimo.

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Thurston Moore – Cantaloupe (Single)

A primeira coisa que veio à minha mente quando ouvi os primeiros segundos de “Cantaloupe”, do Thurston Moore, foi a lembrança de alguns hits noventistas do Sonic Youth, principalmente “Sugar Kane”.

“Ah, mas é óbvio, Moore era um dos integrantes da banda”, você pode pensar, mas mesmo assim, foi inevitável.

Fato é que a guitarra desse camarada é irresistível e “Cantaloupe” é uma canção potente, agressiva e cool na medida certa. Ela é mais um single de By The Fire, o próximo disco solo do Thurston Moore, que sai no dia 25 de setembro desse ano.

Crônicas · Língua Presa · Música

Hoje Dancei Ouvindo Ride

Something Else, do The Brian Jonestown Massacre, foi um dos vários álbuns que ouvi hoje durante o dia. E no Spotify é o seguinte: quando um disco acaba, começa a tocar aquilo que o programa chama de rádio, que é um compilado aleatório de músicas que se parecem com o que acabou de ser reproduzido. É uma ferramenta interessante para descobrir bandas e artistas novos.

A rádio do Something Else tinha, em sua maioria, artistas de música psicodélica, como o Spiritualized e o Oh Sees. Só que teve uma em específico que quando começou a tocar, não acreditei. Meus braços arrepiaram-se por inteiro e pensei que havia entrado em uma máquina do tempo. “Dreams Burn Down”, do Ride.

Quando o shoegaze entrou na minha vida, eu estava naqueles momentos de personalidade vulnerável, ainda sendo moldado sob as próprias influências. Nowhere, do Ride, foi um dos grandes discos que abriram as portas para que eu adentrasse nesse universo de guitarras dissonantes, etéreas e barulhentas.

Voltando ao tempo presente, era final de tarde e estava encerrando o expediente (home office) quando “Dreams Burn Down” começou a tocar. Peguei um cigarro, acendi e coloquei o volume da caixa de som quase no máximo, fazendo com que a bateria SENSACIONAL do início da música quase trincasse a janela da sala. No quintal, meus dois cachorros ouviram o barulho da porta sendo aberta e vieram ver o que eu estava fazendo. A música, que eu não ouvia há uns bons anos, levou-me a dançar com eles durante todo o seu decorrer. Para minha surpresa, até a letra eu ainda sabia cantar.

Quase chorei em certo momento. Foi como se ela tivesse se transformado em correntes de ar e entrado em meu organismo, tomando conta de minhas emoções.

Foi como expurgar parte de demônios que ainda vivem dentro de mim.

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Lenny Pistol – (Still Losing) The Control (Single)

O vídeo de “(Still Losing) The Control)”, single mais recente do Lenny Pistol, é uma viagem. O filtro de VHS somado à colagens e cores púrpuras são ótimos complementos à música, levada por uma guitarrinha psicodélica e a voz preguiçosa e charmosa de Lenny. A letra parece narrar um sonho ou, melhor ainda, um passeio lisérgico.

Lenny Pistol é um dos artistas que mais gostei de conhecer nos últimos anos. Original, ele usa suas referências para passear entre o pop e o indie, sem parecer “comercial” (não gosto desse termo, mas ok) demais, e nem tão underground assim. Escrevi sobre o EP de estreia dele aqui.

Se vem um disco novo em breve, ainda não foi anunciado. Mas “(Still Losing) The Control)” seria o anúncio ideal para isso.