Direto do Forno · Música

Wilco – Falling Apart (Right Now) (Single)

Wilco goes country!

Anunciado ontem, o próximo disco do Wilco parece ser um retorno às “origens” da banda, desde o projeto antigo, o Uncle Tupelo, aos primeiros álbuns lá em meados dos anos noventa, o A.M. (1995) e o Being There (1996). Inclusive, Cruel Country também será um álbum duplo, assim como o segundo citado acima.

O primeiro single, “Falling Apart (Right Now)”, é mais uma amostra de como esses caras são capazes de criar canções pop e “acessíveis”, ao mesmo tempo que elas não soam datadas ou comuns.

Cruel Country é o décimo segundo disco do Wilco e será lançado no dia 27 do próximo mês.

Direto do Forno · Música

soccer mommy + Angel Olsen

Duas das cantoras e compositoras mais talentosas da atualidade estão com discos quase prontos para saírem do forno. Falo da soccer mommy e da Angel Olsen.

Começando pela Angel, preciso reafirmar o quanto gosto de Whole New Mess, disco que ela lançou em 2020. Daqueles álbuns que costumo chamar de “discos de manhã”, falei sobre ele aqui. Sobre seu novo disco, Big Time será lançado mais uma vez pela Jagjaguwar, no dia 2 de junho.

Seu primeiro single é “All The Good Times”, uma balada folk/blues daquelas bem americanas, com uma letra muito bem escrita. Seu videoclipe possui um visual lindo.

Já a soccer mommy prepara o lançamento de Sometimes, Forever para o dia 24 de junho. Seu primeiro single, “Shotgun”, vai além da estética noventista que ouvimos em Color Theory, seu disco de 2020, recheado de guitarras.

Agora parece que a artista busca um lado mais pop, o que não é nem um pouco ruim, pelo contrário. Senti que seu som está mais encorpado e maduro, dando a impressão de que um disco muito bom vem por aí.

Direto do Forno · Música

+2 do Just Mustard

Saiu há alguns meses “I Am You”, o primeiro single do próximo disco do Just Mustard, e escrevi sobre ele com bastante empolgação.

Mais duas canções saíram de lá pra cá. “Still” foi lançada no final de fevereiro e hoje veio “Mirrors”. A empolgação continua a mesma.

Porque ambas mantém aquele pique pós-punk/shoegaze claustrofóbico de antes, ao mesmo tempo que possuem um ar mais sublime em seu instrumental, muito por conta da doce voz de Katie Ball.

Heart Under é o nome do álbum e chegará em 27 de maio desse ano, pela Partisan Records.

Garimpo · Música

Guided By Voices – Peep-Hole (Ao Vivo no Asheville Music Zone, 2001)

“Peep-Hole” é uma das várias pérolas perdidas na discografia do Guided By Voices, presente no clássico Bee Thousand, de 1994. Uma das músicas mais aconchegantes, nostálgicas e gostosas que já ouvi.

Vagando pelo Youtube, encontrei essa rara versão ao vivo dela, com a banda completa, diferente do disco, que é acústica.

Gostaria muito de ver eles tocando a canção original ao vivo, mas já que não tem, essa versão quebra o galho.

Direto do Forno · Música

Thom Yorke – 5.17 (Single)

Em meio a mais uma decepção com a vida, pessoas de confiança e tudo mais, nada melhor que uma música nova do Thom Yorke para amenizar a dor.

Lançada de forma exclusiva para a última temporada de Peaky Blinders, a linda “5.17” é a primeirad e duas colaborações, sendo que a próxima está prevista para o início de abril. É somente Thom e um piano. Não poderia ser melhor.

Como costumo dizer, nos meus momentos mais difíceis, são poucos os que não me abandonam além de meus pais (que já estão mortos): meus gatos, meus cachorros e os caras do Radiohead.

Direto do Forno · Música

The Afghan Whigs – I’ll Make You See God (Single) + Despedida ao Mark Lanegan

Foram cinco anos desde o último lançamento do Afghan Whigs. De repente, surge “I’ll Make You See God”, canção enérgica, potente, como a maioria das músicas da banda.

O som tem uma produção mais parecida com os dois últimos discos do grupo (Do To The Beast e In Spades) e a voz de Greg Dulli continua sensual. Nos minutos finais, uma passagem instrumental cresce e a música fica ainda mais poderosa. Gostei, mais uma prova de que Afghan Whigs é zero decepções.

Se um disco novo sairá do forno, ainda não sabemos.

Com uma coincidência lamentável, hoje também marcou o falecimento do Mark Lanegan, grande voz do grunge com o Screaming Trees e o Mad Season, além de participações com o Queens of the Stone Age e vários outros projetos.

Um deles foi com Greg Dulli, intitulado The Gutter Twins, com um disco lançado em 2008. Dulli postou no Instagram uma linda foto dos dois juntos como forma de homenagear o amigo.

Que Mark Lanegan descanse em paz. Uma perda imensa.

Garimpo · Música

Garimpo: MTV`’s Fashionably Loud

Em um breve pedaço dos anos 90, existiu o MTV’s Fashionably Loud, um programa que era, no mínimo, curioso.

Enquanto modelos desfilavam em um palco, os mais variados artistas se apresentavam. Encontrei no Youtube três dessas apresentações que chamaram minha atenção.

Sem dúvida, a melhor e mais desconexa é a do Filter. Richard Patrick estava com o braço enfaixado e se esgoelava para soltar os gritos de “Under” e “Hey Man, Nice Shot”. Chega a ser engraçado ver um desfile de moda com uma banda de metal ao fundo, fazendo a maior barulheira.

O Prodigy também fez uma apresentação alucinante, como eram de praxe os shows dos caras. O mix entre rock e eletrônica agitou bastante o público e como costumo dizer, eles ao vivo eram mais pesados do que muitas bandas de metal por aí.

E por último a do Tricky, que, ao meu ver, foi a que mais combinou com o evento.

Garimpo · Música

Garimpo: Margaritas Podridas

O nome me interessou assim que bati o olho. Julguei ser uma banda de punk, daquelas bem podres mesmo. Quando ouvi, fui surpreendido.

A Margaritas Podridas é uma banda mexicana formada em 2015, e faz um som que passeia entre o grunge e o shoegaze. É incrível como ela vai de um som mais etéreo, sublime, cheio de camadas, para algo mais sujo e gritado logo em seguida.

Essa apresentação abaixo é do mês passado, na cultuada rádio de Seattle KEXP. O quarteto se entrega, colocando tudo para fora, com direito até a cordas arrebentadas após uma barulheira sem igual.

Mais um conjunto atual para acompanhar de perto e para citar quando alguém soltar aquela velha frase: “não se faz músicas boas hoje em dia”.