Direto do Forno · Música

Cub Scout Bowling Pins – Magic Taxi (Single)

Não dá para explicar o Robert Pollard. O último disco do Guided By Voices, Earth Man Blues, saiu não tem nem duas semanas e o cara já anunciou mais um trabalho com o Cub Scout Bowling Pins, um de seus vários projetos paralelos. Isso porque nesse ano ele já lançou um disco com o próprio Cub Scout Bowling Pins e não sei mais quantos com o Guided By Voices. Fico perdido e tonto só de começar a procurar.

Enfim, é isso. Nem tem muito o que dizer. Para os fãs do cara, que nem eu, é um prato cheio e um prazer em viver na mesma época que esse senhor.

Clang Clang Ho chega por completo em 4 de julho, dia da independência dos EUA. Confira “Magic Taxi”.

Direto do Forno · Música

Cub Scout Bowling Pins – Heaven Beats Iowa (Single)

Duvido que exista alguém tão prolífico em questões artísticas quando Robert Pollard. Não bastasse os vários discos que ele lançou com o Guided By Voices em 2020, o cara também já anunciou mais um projeto paralelo e também soltou o primeiro single dessa empreitada: conheça o Cub Scout Bowling Pins com a canção “Heaven Beats Iowa”, que também levará o nome do primeiro EP do projeto.

Soa como Guided By Voices? Soa. É algo inovador? Não. Mas não importa, é muito bom ver esse camarada na ativa após décadas de carreira e ainda parecendo uma fábrica de canções.

O Cub Scout Bowling Pins lançará seu primeiro EP em 22 de janeiro desse ano.

Direto do Forno · Música

Guided By Voices – Haircut Sphinx (Single)

Já vi texto de gente virando a cara, já vi gente que se empolga às alturas (faço parte desse grupo), mas fato é que a cada novo lançamento do Guided By Voices, o universo da música direciona sua atenção à gangue de Robert Pollard, ainda mais agora que os caras estão prestes a lançar o seu TRIGÉSIMO disco.

Mirrored Aztec chega no final de agosto, no dia 25, e já conta com um single disponível: “Haircut Sphinx”, um rockzinho dançante com pouco mais de dois minutos que você encontra aos montes no catálogo do grupo. Além disso, a capa do disco é uma das mais bonitas que a banda já teve.

Confira abaixo.

Língua Presa · Música

25 Anos de Alien Lanes

Não fosse pela minha eterna procrastinação, esse texto sairia na data exata do acontecimento. Mas não o fiz, então paciência, vai assim mesmo.

No mês de abril, de forma mais precisa no dia 04, um dos maiores clássicos do rock independente completou 25 anos: Alien Lanes, do Guided By Voices.

Reza a lenda que o contrato dos caras com a Matador Records foi de cem mil dólares para produzir o disco, mas que ele custou ao todo apenas dez pratas (com exceção das cervejas).

O resultado foi um trabalho de vinte e oito faixas e apenas quarenta e um minutos de duração. Apenas seis canções passam os dois minutos de duração, e muitas mal atingem o primeiro minuto. Aqui, o Guided By Voices explorou bem as gravações em quatro canais e mesclou vários estilos entre uma canção e outra.

Apesar do meu favorito ainda ser seu antecessor, Bee Thousand, de 1994, muito mais por memória afetiva (lembrança de um tempo em que o disco foi muito importante para mim), considero o Alien Lanes a porta de entrada principal para quem quiser conhecer a banda. Além do mais, aqui estão algumas de suas melhores músicas, como “Watch Me Jumpstart”, “Motor Away”, “My Valuable Hunting Knife” e, claro, “Game of Pricks”.

O bom do Guided By Voices é que não dá para sentir falta dos caras, pois a cada ano eles lançam uma porrada de discos novos, e para comemorar o vigésimo-quinto aniversário do Alien Lanes, a Matador preparou alguns materiais inéditos. Corre no site ou no Instagram deles e confira, ao mesmo tempo que você pode ouvir abaixo as canções que selecionei do disco.

Diversos · Língua Presa · Música · Quarta Parede

Vozes

Loucura. Demência. Alucinação. Colapso mental. Breakdown. Etc.

O termo é o de menos, mas as causas são das mais variadas. A arte, que imita a vida, traz bons reflexos de tal condição.

No cinema, são inúmeros os filmes que retratam a insanidade do ser humano. Rambo ficou perturbado após vivenciar uma guerra, assim como o Capitão Benjamin L. Willard em Apocalypse Now. A perda de um ente querido destruiu a mente de Andrew Laeddis em Ilha do Medo, enquanto a solidão colaborou com a paranoia tanto de Travis Bickle, em Taxi Driver, quanto de Jack Torrance, de O Iluminado.

Na música, David Crosby deu piripaque após perder sua namorada Christine Hinton em um acidente de carro, anos antes de descarregar suas angústias em If I Could Only Remember My Name, seu primeiro trabalho solo, em 1971. Sua condição era tão assustadora que o nome do disco é referência ao estado mental do cidadão: em alguns momentos, ele não conseguia nem se lembrar do próprio nome.

Já Skip Spence, ex-guitarrista do Moby Grape, chegou a atacar seus colegas de banda com um machado durante uma viagem lisérgica. Com o abuso de drogas e seu estado mental cada vez mais degradando, Skip foi internado numa clínica e lá gravou seu único trabalho solo, Oar, em 1969, um dos discos mais deprimentes e honestos que já ouvi.

Outras citações são apenas metafóricas, mas não menos importantes. Humberto Gessinger admite ouvir vozes, que certas vezes o assusta, e noutras, o atraem, em “Vozes” (A Revolta dos Dândis, 1987).

Já Robert Pollard… Bem, esse é guiados por vozes há mais de três décadas com o seu Guided By Voices, um dos pilares e mais importantes grupos do rock alternativo noventista.

Mas é nas artes gráficas a história de deterioração mental mais perturbadora e bem escrita que conheço. A tortura psicológica que o Coringa faz com o Comissário Gordon em A Piada Mortal (1988), cuja conclusão é perfeita:

“Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático. É essa a distância que me separa do mundo. Apenas um dia ruim.”

Apenas um dia ruim e a nossa vida entra em colapso.

 

 

 

 

 

 

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Guided By Voices – The Rally Boys (Single)

Chego a soar repetitivo, mas a fórmula do novo single do Guided By Voices é a mesma. A canção mal começa e as guitarras já estão correndo, com Pollard soltando os seus versos com a voz enérgica, apesar de já mostrar o seu envelhecimento. A duração segue o padrão: menos de dois minutos.

Quando o ouvinte pensa que virá uma segunda parte, uma estrofe a mais ou até um solo, ela é encerrada. Assim, direto ao ponto, é “The Rally Boys”, mais um anúncio de “Zeppelin Over China”, o disco completo que chega no início de fevereiro.

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+2 EP’s do Guided By Voices

Falei aqui sobre a curiosa produção de “Warp and Woof”, disco do Guided By Voices que dará as caras em abril do próximo ano.

Para adiantar parte desse LP (e aumentando ainda mais a curiosidade dos fãs), Robert Pollard soltou os EP’s “100 Dougs” e “Wine Cork Stonehenge”, ambos no dia 7 desse mês. Os dois trabalhos possuem seis canções cada, e todas elas farão parte de “Warp and Woof”.

O Guided By Voices vem fazendo o mesmo tipo de som há mais de três décadas, mas com a destreza de poucos. Por isso, eles nunca soam enjoativos ou repetitivos. É o encontro perfeito entre o lo-fi com o pop: canções curtas, produção baixa e bastante energia.

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Guided By Voices – My Future In Barcelona (Single)

Quase todo lançamento do Guided By Voices me impressiona. Provavelmente, a nova canção ou disco seguirá na mesma linha dos anteriores, mas a empolgação de Robert Pollard, que mantém o grupo vivo depois de várias décadas, é contagiante. Sem falar na sua (aparente) interminável criatividade, afinal, não é todo artista que chega a lançar até 3 discos por ano (ou  mais!).

‘My Future In Barcelona” é o novo single de “Zeppelin Over China”, disco que chega às lojas em primeiro de fevereiro do ano que vem. A sonoridade segue o padrão da banda: um rock’n’roll de baixa produção, com bastante guitarra ao fundo e um quê pop marcante.

Vale lembrar que o conjunto acabou de lançar dois EP’s na última semana, que adiantam um disco posterior ao que acabo de falar sobre. “Warp and Woof” ganhará vida em abril de 2019. Leia aqui um curioso fato sobre esse lançamento.

O single título desse texto você confere abaixo, via Youtube ou Bandcamp, qual o leitor preferir. Sobre os dois EP’s, escreverei sobre eles logo.

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Guided By Voices – Cohesive Scoops

Imagino que Robert Pollard deva ser o mais incansável cantor e compositor que já pisou nesse planeta. Seja com o Guided By Voices, seu principal trabalho, seja com os trabalhos paralelos, o cara não para nunca. Todo ano recebemos uma enxurrada de lançamentos de sua autoria.

“Cohesive Scoops”, o single mais recente, tem uma história interessante: estará presente no vinil de sete polegadas “100 Dougs”, com lançamento para dezembro desse ano, e no disco “Warp And Woof”, que chegará às lojas em abril de 2019.

O curioso nesse meio é que a banda já havia anunciado um disco duplo para fevereiro do ano que vem, intitulado “Zeppelin Over China”, e Pollard gravou por completo “Warp And Woof” durante as pausas das gravações. No total (considerando somente o “disco paralelo”), serão 24 canções que duram pouco mais do que 37 minutos. Acho que só Omar Rodriguez-Lopez conseguiria tal façanha.

Sobre a canção em destaque, um pop lo-fi perfeito que dura 91 segundos. Rápido e certeiro, como já ouvimos há duas décadas nos clássicos “Bee Thousand” (1994) e “Alien Lanes” (1995).

Robert Pollard merecia uma estátua pela sua contribuição à arte.