Direto do Forno · Música

Radiohead – Follow Me Around

“Follow Me Around” é a segunda música disponível da tão esperada coleção KID A MNESIA, do Radiohead, que sai do forno nessa semana. Ela foi lançada de forma oficial hoje.

Saíram duas versões: a de estúdio, acompanhada de um vídeo hilário estrelado por Guy Pearce, e outra ao vivo, durante a passagem de som de uma apresentação da banda no Japão, em 1998.

A música é inteira voz e violão e parece que a voz de Thom Yorke sai direto do céu, de tão bonita.

Garimpo · Língua Presa · Música

Radiohead – The National Anthem (Ao Vivo no Saturday Night Live, 2000)

Escrevi há poucos dias sobre o lançamento do KID A MNESIA, material que o Radiohead está preparando para comemorar as duas décadas do Kid A e do Amnesiac.

De forma mais precisa, hoje faz exatos vinte anos e um que o Kid A saiu do forno, e para presentear os fãs, saiu no canal do Saturday Night Live uma apresentação matadora da banda tocando “The National Anthem”, uma das melhores e mais enérgicas músicas do disco.

Se você acha a dancinha de Thom Yorke em “Lotus Flower” um tanto quanto estranha, veja essa apresentação. Thom está insano, totalmente tomado pela música, enquanto Ed O’Brien e Jonny Greenwood criam os efeitos mais hipnóticos possíveis, Colin Greenwood mantém a postura no andamento da canção e Phil Selway, o metrônomo ambulante, acompanha.

Direto do Forno · Música

Kid A Mnesia

Para comemorar as duas décadas de Kid A (2000) e Amnesiac (2001), o Radiohead vai juntar ambos em um projeto só, intitulado KID A MNESIA, previsto para sair em cinco de novembro desse ano.

Ao que parece, será um compilado de material inédito, canções já conhecidas e sobras de estúdio. Para o anúncio desse belo pacote, a banda soltou “If You Say The Word” para audição.

O que mais chama atenção é o seguinte: os caras são tão acima da média, que uma música como “If You Say The Word” é tratada como “sobra de estúdio”, ou “não boa o suficiente para entrar no disco”. E a música é maravilhosa!

Crônicas · Música

Cadê As Guitarras, Radiohead?

‘OK Computer’, o mais conhecido e aclamado trabalho do Radiohead, completou 20 anos em 2017. Uma versão expandida chamada ‘OKNOTOK’ foi lançada, e claro, a mídia ficou a todo vapor. E não por menos, já que o álbum é considerado um dos melhores de todos os tempos.

E é aproveitando o hype (merecido) que surgiu nos últimos meses que resolvi fazer esse texto. Fiquei pensando o que se passa na cabeça de um artista ao atingir o tal “ápice” de sua criatividade. O correto seria manter a fórmula ou partir para um novo começo? No caso do Radiohead, a escolha foi a segunda opção.

‘Kid A’ chegou em 2000, 3 anos após o ‘OK Computer’, e novamente causou uma reviravolta na cultura pop mundial, com uma sonoridade totalmente nova. A idéia inicial da banda era fazer algo inverso ao que fora apresentado anteriormente, buscando fórmulas não-comerciais e não-convencionais tanto para a criação das músicas quanto para a divulgação do trabalho. A maior reviravolta, digamos assim, foi a ausência quase total de guitarras e/ou violões, que foram deixados de lado e deram lugar aos sintetizadores, baterias e ruídos eletrônicos, jazz, influências de krautrock e até música clássica. Para completar, não foi lançado nenhum single ou videoclipe para promover o disco. Mesmo com toda essa “aversão ao sucesso”, ‘Kid A’ vendeu milhões de cópias e foi muito bem recebido pela crítica.

“I slipped away,
I slipped on a little white lie.
We’ve got heads on sticks,
You’ve got ventriloquists staring at the shadows
At the edge of my bed.”

Saber mesclar em doses certas momentos de caos e estranheza com tranqüilidade e doçura foi peça fundamental para manter o equilíbrio e a qualidade do álbum. A dobradinha “The National Anthem/How To Disappear Completely”, por exemplo, leva o ouvinte de um total delírio sonoro a um espaço completo de paz e tristeza. Enquanto a primeira é levada por um baixo e bateria constantes que encontram um solo de instrumentos de sopro alucinados no final, a segunda diminui o clima e um violão acompanha os lamentos de Thom Yorke sobre a vida e a si mesmo.

Em seqüência, a bela faixa instrumental “Treefingers” mantém o clima de calmaria, como uma hipnose sonora. Porém, ao final, dá lugar a uma pancada de guitarras em “Optimistic” que, ironicamente (uma das poucas acompanhadas por guitarra/violão), considero a melhor do álbum. A estranha “Idioteque”, construída em cima de batidas eletrônicas indecifráveis e com uma letra igualmente enigmática, é outro ponto forte que se encontra no andamento do disco.

“Flies are buzzing round my head,
Vultures circling the dead,
Picking up every last crumb.
The big fish eat the little ones,
The big fish eat the little ones,
Not my problem, give me some.
You can try the best you can.
You can try the best you can?
The best you can is good enough.”

“Who’s in a bunker?
Who’s in a bunker?
Women and children first,
And the children first,
And the children…
(…)
Who’s in a bunker?
Who’s in a bunker?
I have seen too much,
I haven’t seen enough,
You haven’t seen it…”

Dos primeiros sons de “Everything In It’s Right Place” até o belo desfecho em “Motion Picture Soundtrack”, o Radiohead entrega um trabalho que serviria como base para suas experimentações futuras, que ficariam ainda mais claras em “Amnesiac” (2001) e que ganhariam uma encorpada ainda mais interessante em “In Rainbows” (2007).

Com o passar dos anos, o Radiohead foi adotando uma identidade de inovação a cada registro lançado, surpreendendo os ouvintes e conquistando cada vez mais fãs ao redor do planeta. Todo o entusiasmo em cima desses caras não é em vão.

*O Radiohead possui uma proteção f#d!d@ sobre suas músicas, por isso foi muito difícil encontrar as canções originais no Youtube. Mas nas plataformas digitais estão todas disponíveis.