Direto do Forno · Música

black midi – John L (Single)

Foi por acaso que conheci o black midi há poucos dias, pelo Instagram da Balaclava Records. Gostei do anúncio empolgado deles a respeito do novo disco do conjunto inglês, intitulado Cavalcade e previsto para o dia 28 de maio desse ano, via Rough Trade Records.

Descobri que a banda é queridinha da crítica musical (argh!) e que o debut deles, Schlagenheim, foi um dos selecionados a receber o Mercury Prize de 2019. Ouvi esse álbum durante uma caminhada e o som deles é mesmo muito bom. Gosto dessa barulheira experimental, onde cada momento do disco parece ter sido calculado da forma mais precisa.

Voltando ao Cavalcade, a faixa de abertura, “John L”, foi a escolhida para sua divulgação, acompanhada por um videoclipe, no mínimo, curioso.

Garimpo · Língua Presa · Música

Garota de Ipanema às Avessas

Difícil lembrar desse vídeo e deixá-lo passar batido: Rogério Skylab apresentando sua clássica “Você É Feia” no Programa do Jô, há sabe-se lá quantos anos atrás.

Melhor ainda é o comentário mais curtido do vídeo, que resume bem a letra declamada por Skylab: “garota de Ipanema às avessas”. Aqui vai um trecho:

“Quer um conselho?
Entra no banheiro,
Fecha bem a porta,
Tampa o basculante
E liga o gás!
É feia pra caralho!”

O trabalho do Rogério Skylab caminha no limite entre o cômico, o tosco e o genial. “Você É Feia” está na terceira categoria.

Direto do Forno · Garimpo · Música

Garimpo: Gary Lee Conner

Apesar de não ter estourado como várias outras bandas nos anos noventa, o Screaming Trees goza de certo prestígio entre os amantes da música. Pesquisando em fóruns e áreas de comentários, há quem diga que os caras estavam entre as melhores bandas da época. Eu concordo.

Só que boa parte da “fama” deles vai somente para Mark Lanegan e sua voz inconfundível. Porém, ao ouvir os trabalhos solo do “desconhecido” ex-guitarrista e letrista da banda, Gary Lee Conner, fica nítido, ao menos para mim, que ele era a principal força criativa por trás do som do conjunto.

Somente em 2020, Gary Lee Conner lançou dois discos: Revelations In Fuzz e The Opposite of Christimas. Além disso, ele posta vídeos gravados em seu quarto altamente psicodélico, tocando canções de quase todos os discos do Screaming Trees.

E psicodelia é a palavra-chave para definir o som do cara, afinal, suas maiores referências são o rock’n’roll movido a ácido lá dos anos sessenta. Mas o mais interessante é que as canções, de certa forma, lembram sua antiga banda. Se colocasse o Mark Lanegan para cantar suas músicas solo, daria para soltá-las como Screaming Trees e dificilmente alguém notaria a diferença.

Tire a prova por si mesmo e deixe-se adentrar nesse universo viajante.

Garimpo · Língua Presa · Música

Quatro Músicas do R.E.M.

Hoje meu dia inteiro foi regado à R.E.M. Ouvi em sequência quatros discos da banda, e minha admiração por eles só aumentou. Foram eles: Out of Time (1991), Document (1987), Monster (1994) e Automatic For The People (1992).

Já conhecia os álbuns em questão, mas a cada audição, uma música ganha atenção a mais, outra é sentida de outra forma, mais uma vira favorita, e assim vai.

Escolhi uma de cada um deles, claro, fugindo das óbvias mais conhecidas. Mas é bom registrar que mesmo as canções clichês do R.E.M. são espetaculares.

Garimpo · Música

Garimpo: Mystic Eyes

Foi relançado pela Get Hip Recordings o compacto Little Girl/She’s Gone, da enigmática banda Mystic Eyes, lançado pela primeira vez em 1997. Não achei praticamente nada sobre o conjunto na internet, mas, ao menos, podemos ouvir o que eles deixaram registrado.

O compacto é formado por dois covers de clássicos do rock de garagem sessentista: o primeiro é “Little Girl”, canção do grupo californiano Syndicate of Sound, lançada em 1966. A segunda, “She’s Gone”, é original do The Dovers, de 1965.

As versões do Mystic Eyes não mudam nada em relação às originais, mas vale ouvir a título de curiosidade. Para amantes dos primórdios do rock’n’roll, é um deleite.

Direto do Forno · Música

It It Anita – Ghost/Cucaracha (Singles)

Admito que o nome desse conjunto belga chamou bastante minha atenção, só não esperava que eu fosse curtir tanto o som deles. It It Anita é um quarteto de noise rock presente no catálogo da Luik Records (ela nunca erra) e está com um álbum no forno, intitulado Sauvé, previsto para sair no início de abril. Esse será o quinto disco dos caras pelo selo.

Dois singles já estão disponíveis: “Ghost” e “Cucaracha”, sendo que o primeiro ganhou minha atenção com apenas segundos de execução. Lembrou o Jesus Lizard, graças ao baixo se destacando pelo peso, como deve ser. “Cucaracha” é mais punk, veloz, mas não menos interessante.

Confira abaixo os videoclipes das duas canções.

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Tomahawk – Dog Eat Dog (Single)

Se o fãs do Tomahawk estavam ansiosos para a chegada do novo disco, “Dog Eat Dog” deve ter elevado esse sentimento às alturas. O segundo single de Tonic Immobility remete aos melhores momentos do conjunto que, na minha opinião, vêm do primeiro disco.

Mike Patton continua incrível nos vocais, brincando com seus gritos e sussurros, enquanto a banda parece só ter melhorado com o tempo. Destaco John Stanier, um monstro da bateria, que só falta quebrar suas caixas com tanto impacto.

Aguardemos o novo disco e tomara que mantenha o mesmo nível dos dois singles já lançados.

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Joe Strummer – Junco Partner (Acústico)

No meu conhecimento, a maior parte dos lançamentos póstumos de artistas são verdadeiros caça-níqueis. Porém, a última box de extras de Joe Strummer, Joe Strummer 001 (2018), até que foi proveitosa, e por esse motivo ficarei ligado em Assembly, a nova compilação de trabalhos solo do frontman do The Clash.

Tal álbum chegará em algumas semanas, no dia 26 de março, e já podemos conferir uma das suas fatias: trata-se de uma gravação caseira de “Junco Partner”. Oficialmente, ela faz parte do álbum-triplo Sandinista!, de 1980, mas essa versão nunca havia sido lançada antes.

Ouvir esse cara apenas em voz e violão é sempre um prazer.

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Dinosaur Jr. – I Ran Away (Single)

Parece que os “vovôs” J. Mascis, Lou Barlow e Murph, a tríade clássica do Dinosaur Jr., ainda têm muitas ideias para queimar e transformar em música. Vem aí Sweep It Into Space, o décimo-segundo álbum de estúdio da banda, que ganhará forma em 23 de abril desse ano, via Jagjaguwar.

São mais de trinta anos de carreira mantendo a mesma fórmula, e ainda assim o Dinosaur Jr. não fica chato ou enjoativo. O single “I Ran Away” está aí como prova. Uma divertida canção pop, onde os instrumentos estão todos alinhados e sem excessos, e ao final J. Mascis manda um solo um pouco mais barulhento, mas nada explosivo como os anos áureos da banda.

Chega a ser repetitivo, mas como é bom ver bandas assim ainda na ativa, criando músicas novas por amor.

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Novidades na Heavy Psych Sounds Records

As produções musicais no mundo subterrâneo continuam a todo vapor, principalmente no universo do stoner rock, uma das vertentes mais frutíferas nos últimos anos. No selo Heavy Psych Sounds Records não poderia ser diferente, e é de lá que trago algumas novidades hoje. Ao todo, são três singles de bandas que é aumentar o volume e deixar o caos tomar conta do ambiente.

Começando por “Free The Weed”, canção que entrará em Weedsconsin, o próximo disco do Bongzilla e que chegará DEZESSEIS anos após o último lançamento do conjunto. A previsão é para o dia 20 de abril, e se a expectativa se concretizar, vem algo ideal para fãs de stoner/doom metal. Afinal, “Free The Weed” já começa com a guitarra lá em cima e o vocalista praticamente rasga os seus versos com muita ferocidade.

Outra banda com disco quase saindo do forno é a Cosmic Reaper, com seu debut auto-intitulado previsto para o dia 19 desse mês. Só pela capa eles já me ganharam, parecendo um pôster de filme de terror B. Mas o som deles também é de alto nível, “Wasteland II” surpreende com riffs poderosos, a voz ecoando como se saísse de um megafone e o baixo também se fazendo presente. Ou seja, tudo muito bem afiado e espero que o disco inteiro esteja à altura.

Por último, a que mais gostei: “The Chosen One”, single do próximo álbum do 1782, chamado From The Graveyard. O tipo de som lento e pesado direto da escola Black Sabbath. Sem firulas ou passagens longas, a música é crua e certeira, mantendo a mesma pegada do início ao fim. From The Graveyard também sai esse mês, lá no dia 26.

A Heavy Psych Sounds Records está com vários outros lançamentos, alguns que já saíram e outros para as próximas semanas, mas é pouco tempo na correria do dia-a-dia e muita música para ouvir. Porém, tentarei aproveitar o máximo nos próximos dias, pois sei que o que sai do forno deles é de qualidade.