Direto do Forno · Música

Wilco – Falling Apart (Right Now) (Single)

Wilco goes country!

Anunciado ontem, o próximo disco do Wilco parece ser um retorno às “origens” da banda, desde o projeto antigo, o Uncle Tupelo, aos primeiros álbuns lá em meados dos anos noventa, o A.M. (1995) e o Being There (1996). Inclusive, Cruel Country também será um álbum duplo, assim como o segundo citado acima.

O primeiro single, “Falling Apart (Right Now)”, é mais uma amostra de como esses caras são capazes de criar canções pop e “acessíveis”, ao mesmo tempo que elas não soam datadas ou comuns.

Cruel Country é o décimo segundo disco do Wilco e será lançado no dia 27 do próximo mês.

Direto do Forno · Garimpo · Música

O Retorno do Folk Implosion

Conheci o Folk Implosion, acredito, como a maioria de seus ouvintes: pela trilha sonora do Kids (1995) ou pelo One Part Lullaby (1999), seu disco mais acessível (ou menos estranho).

O projeto do Lou Barlow e do John Davis estava em hiato desde 2004, mas voltou à ativa no ano passado. Há poucos dias, o duo soltou um EP intitulado Feel It If You Feel It, através do selo Joyful Noise.

Das quatro canções, o engraçado é que as duas versões remix são melhores que as originais. “Don’t Give It Away”, uma música mais seca e bem cadenciada, se torna um hit dançante em “Give It Away (Bollywood Rapids Mix)”. Já “Had Enough”, um tipo de pós-punk lo-fi (parece estranho, eu sei), vira um dub soturno em “Had Enough (Hitchhiker’s Dub to the Galaxy Mix)”.

Mesmo que esse seja o projeto do Lou Barlow que menos me atraiu até hoje, seria interessante ouvir um disco novo dele.

Direto do Forno · Música

soccer mommy + Angel Olsen

Duas das cantoras e compositoras mais talentosas da atualidade estão com discos quase prontos para saírem do forno. Falo da soccer mommy e da Angel Olsen.

Começando pela Angel, preciso reafirmar o quanto gosto de Whole New Mess, disco que ela lançou em 2020. Daqueles álbuns que costumo chamar de “discos de manhã”, falei sobre ele aqui. Sobre seu novo disco, Big Time será lançado mais uma vez pela Jagjaguwar, no dia 2 de junho.

Seu primeiro single é “All The Good Times”, uma balada folk/blues daquelas bem americanas, com uma letra muito bem escrita. Seu videoclipe possui um visual lindo.

Já a soccer mommy prepara o lançamento de Sometimes, Forever para o dia 24 de junho. Seu primeiro single, “Shotgun”, vai além da estética noventista que ouvimos em Color Theory, seu disco de 2020, recheado de guitarras.

Agora parece que a artista busca um lado mais pop, o que não é nem um pouco ruim, pelo contrário. Senti que seu som está mais encorpado e maduro, dando a impressão de que um disco muito bom vem por aí.

Direto do Forno · Música

+2 do Just Mustard

Saiu há alguns meses “I Am You”, o primeiro single do próximo disco do Just Mustard, e escrevi sobre ele com bastante empolgação.

Mais duas canções saíram de lá pra cá. “Still” foi lançada no final de fevereiro e hoje veio “Mirrors”. A empolgação continua a mesma.

Porque ambas mantém aquele pique pós-punk/shoegaze claustrofóbico de antes, ao mesmo tempo que possuem um ar mais sublime em seu instrumental, muito por conta da doce voz de Katie Ball.

Heart Under é o nome do álbum e chegará em 27 de maio desse ano, pela Partisan Records.

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Thom Yorke – 5.17 (Single)

Em meio a mais uma decepção com a vida, pessoas de confiança e tudo mais, nada melhor que uma música nova do Thom Yorke para amenizar a dor.

Lançada de forma exclusiva para a última temporada de Peaky Blinders, a linda “5.17” é a primeirad e duas colaborações, sendo que a próxima está prevista para o início de abril. É somente Thom e um piano. Não poderia ser melhor.

Como costumo dizer, nos meus momentos mais difíceis, são poucos os que não me abandonam além de meus pais (que já estão mortos): meus gatos, meus cachorros e os caras do Radiohead.

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The Afghan Whigs – I’ll Make You See God (Single) + Despedida ao Mark Lanegan

Foram cinco anos desde o último lançamento do Afghan Whigs. De repente, surge “I’ll Make You See God”, canção enérgica, potente, como a maioria das músicas da banda.

O som tem uma produção mais parecida com os dois últimos discos do grupo (Do To The Beast e In Spades) e a voz de Greg Dulli continua sensual. Nos minutos finais, uma passagem instrumental cresce e a música fica ainda mais poderosa. Gostei, mais uma prova de que Afghan Whigs é zero decepções.

Se um disco novo sairá do forno, ainda não sabemos.

Com uma coincidência lamentável, hoje também marcou o falecimento do Mark Lanegan, grande voz do grunge com o Screaming Trees e o Mad Season, além de participações com o Queens of the Stone Age e vários outros projetos.

Um deles foi com Greg Dulli, intitulado The Gutter Twins, com um disco lançado em 2008. Dulli postou no Instagram uma linda foto dos dois juntos como forma de homenagear o amigo.

Que Mark Lanegan descanse em paz. Uma perda imensa.

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Come – Dead Molly/Clockface (Single)

O Come é uma banda norte-americana formada em 1990, cujo som é uma barulheira daquelas gostosas de ouvir.

Com apenas quatro discos de estúdio em sua trajetória, foi anunciado recentemente o lançamento de mais um álbum, dessa vez ao vivo, intitulado Peels Sessions, trazendo duas sessões de gravações da banda com o renomado DJ John Peel nos anos de 1992 e 1993. Até o momento, duas faixas desse projeto já estão disponíveis.

“Dead Molly” mal começa e o ouvinte já fica atordoado com o volume da guitarra, suja aos montes e com a voz desleixada de Chris Brokaw totalmente fora de controle. A outra faixa é “Clockface”, em uma versão inédita ao vivo de 1991, poderosa e barulhenta, cheia de ruídos e gritos raivosos, com um andamento que lembra bastante bandas de slowcore, como o Codeine (Chris Brokaw também fez parte dela).

Peel Sessions sai por completo em 25 de fevereiro do próximo ano, pelo selo britânico Fire Records.

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Just Mustard – I Am You (Single)

Como é prazeroso, nos dias de hoje, com lançamentos saindo a todo instante, ouvir uma música que realmente te prenda e fique por horas e até dias rodeando sua cabeça.

Foi o caso de “I Am You”, novo single da Just Mustard, banda irlandesa cujo som passeia entre o pós-punk, o shoegaze e até pela música eletrônica.

Tudo bem que o baixo e a bateria dão o ritmo da canção, começando de forma lenta e crescendo de forma considerável com o passar do tempo, junto com a barulheira deliciosa da guitarra. Mas é o grande charme de todos esse caos é a voz hipnótica de Katie Ball, que até na parte mais “furiosa”, não perde a delicadeza.

Não há informações sobre um novo disco até o momento.

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Placebo – Surrounded By Spies (Single)

Parece que fantasmas do passado continuam a perseguir Brian Molko. Ou melhor, espiões.

Recheado de frases enigmáticas que remetem a conflitos de sua trajetória (“ex-drummer’s nose stuck in the past“, por exemplo), “Surrounded By Spies” é o segundo single do aguardado novo disco do Placebo, Nevet Let Me Go, previsto para março de 2022.

O nome do disco é um tanto quanto genérico, mas “Surrounded By Spies” captura bem a estética de um dos melhores momentos da banda, entre o Black Market Music (2000) e o Sleeping With Ghosts (2003).

Minha única implicância é com o visual do Brian Molko: pra que esse bigodinho?

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Failure – Headstand (Single)

Fui pego totalmente de surpresa pelo anúncio de Wild Type Droid, o próximo disco do Failure, anunciado pela própria banda na última semana. Será o sexto trabalho de estúdio deles. Mas o que não surpreendeu foi a qualidade do som.

O primeiro single já disponível é “Headstand” e caiu de imediato no meu coração. Melancólica e pesada na medida certa, ela lembra em vários momentos a “Another Space Song”, do Fantastic Planet, talvez o disco mais famoso dos caras, lançado em 1996.

Ali pela metade, a música dá uma quebrada e vira uma espécie de paisagem sonora de filmes pós-apocalípticos, criando uma ambientação que muito tem a ver com as temáticas do disco que citei no parágrafo anterior.

Em algumas audições, “Headstand” já virou uma das minhas favoritas do trio.