Direto do Forno · Música

The Afghan Whigs – I’ll Make You See God (Single) + Despedida ao Mark Lanegan

Foram cinco anos desde o último lançamento do Afghan Whigs. De repente, surge “I’ll Make You See God”, canção enérgica, potente, como a maioria das músicas da banda.

O som tem uma produção mais parecida com os dois últimos discos do grupo (Do To The Beast e In Spades) e a voz de Greg Dulli continua sensual. Nos minutos finais, uma passagem instrumental cresce e a música fica ainda mais poderosa. Gostei, mais uma prova de que Afghan Whigs é zero decepções.

Se um disco novo sairá do forno, ainda não sabemos.

Com uma coincidência lamentável, hoje também marcou o falecimento do Mark Lanegan, grande voz do grunge com o Screaming Trees e o Mad Season, além de participações com o Queens of the Stone Age e vários outros projetos.

Um deles foi com Greg Dulli, intitulado The Gutter Twins, com um disco lançado em 2008. Dulli postou no Instagram uma linda foto dos dois juntos como forma de homenagear o amigo.

Que Mark Lanegan descanse em paz. Uma perda imensa.

Língua Presa · Não Ao Futebol Moderno

Não Ao Futebol Moderno #23: Supercampeão do Brasil

Tudo bem que a Supercopa do Brasil foi mais um título simbólico (e um caça-níquel também), para confirmar o bom momento, do que uma honraria. Afinal, já havíamos conquistado os dois maiores torneios nacionais na última temporada.

Mas a partida serviu para canonizar também o Everson, agora sim mais um presente no panteão de maiores goleiros de nossa história. E claro, Hulk, mostrando como um verdadeiro capitão se porta em campo. Com coragem para assumir uma responsabilidade, e não com a vaidade de querer ser a estrela (agora a imprensa confunde pipoca com vaidade). Para muitos, Hulk é o nosso maior ídolo pós-Reinaldo. Tem quem ache ele até o maior. Não discuto. A bagagem dele já o permite figurar nessa lista.

O adversário foi mais um convidado do que um verdadeiro merecedor. Mas era o Flamengo. E digo sem medo: foi muito bom levantar mais um troféu, mas gostoso mesmo foi ganhar deles.

Fiquei vinte e oito anos esperando para ver o Galo ser campeão brasileiro. Teve gente que ficou cinquenta. Teve gente que ficou quarenta. Teve gente que se foi durante esse caminho. Por isso, nas conquistas mais recentes, a primeira pessoa que veio em minha cabeça foi meu pai, que viu em 1971, mas não no ano passado. Agora já posso morrer em paz também.